Economia
Caso Master: Investigações Avançam Sem Expectativa de Delações Premiadas
As investigações do caso Master, que apura um esquema financeiro complexo, seguem avançando no Supremo Tribunal Federal (STF) sob a relatoria do ministro André Mendonça. Contrariando expectativas, a equipe de investigação não deposita confiança em possíveis delações premiadas para o avanço do caso, concentrando-se nas provas já coletadas e em novas frentes de apuração. O foco atual está na análise de dados apreendidos e no papel do advogado Daniel Monteiro na suposta ocultação de recursos.
Redação Sintetiza • há 46 dias • 4 min de leitura

As investigações do chamado Caso Master, que apura um intrincado esquema financeiro, continuam a se desenvolver no STF sob a supervisão do ministro André Mendonça. Apesar da expectativa em torno de possíveis colaborações premiadas, a equipe responsável pela investigação parece não depositar grandes esperanças nessa via para o esclarecimento dos fatos.
Segundo informações apuradas, o próprio ministro André Mendonça tem comunicado a advogados de investigados que a expectativa de novas informações relevantes provenientes de delações é baixa. A estratégia de defesa de alguns envolvidos, como Daniel Vorcaro, de buscar acordos de colaboração, visa a redução de penas e a liberação de bens.
A equipe de investigação, composta por assessores do gabinete do relator e investigadores da Polícia Federal (PF), acredita que as provas já reunidas e em análise são suficientes para impulsionar o caso. Além disso, novas linhas de investigação estão sendo exploradas, reforçando a convicção de que o caso pode avançar independentemente de eventuais delações.
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Uma fonte próxima ao caso resumiu o pensamento do grupo, afirmando que “não é possível ficar esperando por uma delação”. Essa postura indica uma priorização da análise do material já apreendido e da busca por novas evidências, em vez de aguardar por possíveis colaborações que podem não se concretizar.
Grande parte do material apreendido desde o ano passado ainda está sob análise, incluindo o primeiro celular de Daniel Vorcaro, apreendido em outubro de 2025. O conteúdo desse dispositivo, com cerca de quatro terabytes de dados, ainda não foi totalmente examinado.
Atualmente, a equipe de investigação concentra seus esforços em Daniel Monteiro, advogado de Vorcaro, considerado peça-chave na estratégia de distribuição e ocultação de recursos. A PF obteve acesso ao celular de Monteiro e acredita que as informações ali contidas serão cruciais para o avanço das investigações.
A expectativa é que o trabalho de investigação se estenda por muitos meses, com grandes chances de avançar ao longo de 2027. A complexidade do caso e a quantidade de material a ser analisado justificam essa previsão.
O Banco Master, pivô da investigação, tem sido alvo de diversas operações da Polícia Federal. As acusações envolvem crimes financeiros, lavagem de dinheiro e outros ilícitos. A investigação busca rastrear o fluxo de recursos e identificar os responsáveis pelo esquema.
É importante ressaltar que, até o momento, as acusações são objeto de investigação e os envolvidos têm o direito à ampla defesa. O andamento do caso será acompanhado de perto pela sociedade e pela imprensa, em busca da elucidação dos fatos e da responsabilização dos envolvidos.